[18h00min] Céu limpo aqui em são João da Boa Vista, interior de São Paulo. Sony DSC H1 no tripé, apontada para a janela do apartarmento com vista para a serra, horizonte leste. Já estou de prontidão, só esperando a Lua! Que ela venha logo e faça a parte dela!
[18h05min] Aqui está ela, a tão esperada Lua, já eclipsada. O eclipse começou exatamente às 15h23min., bem antes dela nascer.
[18h06min] Em close...
[18h13min] Linda! E no detalhe...
[18h24min] Outro close. Contraste sombra e luz.
[18h35min] No céu e no LCD da câmera.
[18h42min] Com um pouco mais de exposição (4s) os "olhos da câmera" mostram a "cor de tijolo" típica de um eclipse lunar na parte direita do nosso satélite, embora na parte mais iluminada, à esquerda, a foto fique um pouco supersaturada.
[18h56min] Sobre as luzes da cidade... E mais uma vez no detalhe...
[19h09min] Como eu havia comentado em outro post, aqui no Brasil a Lua já nasceu eclipsada e, portanto, estamos vendo somente a segunda metade do eclipse. Aos poucos nosso satélite natural vai saindo do cone de sombra da Terra.
[19h21min] Você reparou que a sombra da Terra projetada sobre a Lua é arredondada? É uma prova experimental de que nosso planeta é redondo. Claro que você já sabia disso! Você até já viu foto da Terra feita do espaço! Mas povos antigos usavam eclipses lunares para confirmar que a Terra é redonda a partir da sombra curva.
[19h27min] Mais uns 15 minutos e a fase umbral termina de vez. Aproveite o espetáculo!
[19h38min] Finalzinho da fase umbral.
[19h41min] A Lua quase saindo do cone de umbra.
[19h43min] Como previsto, o "último gole". Depois só penumbra...
[19h58min] Cadê a sombra? Já era! Agora a Lua Cheia, ainda dentro do cone de penumbra, está um pouco menos brilhante que o normal. Aos poucos voltará ao brilho máximo característico de Lua Cheia. A melhor parte do espetáculo já foi. E foi belíssimo, não?
[20h57min] Agora acabou mesmo! A Lua saiu também da zona de penumbra.
Dedico esta cobertura do eclipse lunar parcial para a Da. Alda(*), minha querida mãe!
(*) Ainda não sei se a Da. Alda conseguiu observar o eclipse lá da casa dela. Vou ligar para saber. Lá onde ela mora, assim como daqui do meu apartamento, é possível observar a Serra da Paulista e lindas noites de luar. Digo que não tenho certeza porque há cerca de 40 dias ela está bastante doente, com Síndrome de Guillain-Barré, doença autoimune e que tirou todas as suas forças nos membros superiores e inferiores. Por conta disso, ela perdeu a independência e mobilidade. Mas ela tem fé. Tem muita força. E, como ela tem o hábito de orar olhando para o céu, especialmente quando tem Lua Cheia, eu tenho certeza de que, por mérito, ela vai sarar muito antes da previsão dos médicos (6 meses) e logo estará com a sua mobilidade normalizada e agitando a nossa família!
Já publicado aqui no Física na Veia!
Foto digital: Dulcidio Braz Jr Meus alunos na primeira fase da OBF 2008
Hoje tem olimpíada. E não é só a de Pequim. Em todo o território brasileiro acontece a primeira fase da OBF - Olimpíada Brasileira de Física,evento oficial da SBF - Sociedade Brasileira de Física voltado aos estudantes concluintes do Ensino Fundamental (8a série ou 9o ano) e também aos alunos de todas as três séries do Ensino Médio.
A primeira fase é realizada na própria escola. A segunda fase (estadual) será no dia 20 de setembro e deve ser feita na sede regional mais próxima da escola. A terceira e última fase, sempre realizada numa sede estadual (aqui no estado de São Paulo é na USP), será no dia 01 de novembro. Nesta última etapa, além da prova teórica, há também uma prova experimental.
A OBF serve como "peneira" para formar a equipe de estudantes que defenderá o Brasil na IPhO - International Physics Olympiad e também na OIbF - Olimpíada Iberoamericana de Física, duas importantíssimas olimpíadas internacionais de Física.
Aqui na minha escola, em São João da Boa Vista (interior de SP), participar de olimpíadas estudantis já é uma tradição (veja links abaixo). Sabemos que a maioria dos alunos não utiliza todo o potencial que tem. Neste contexto, as olimpíadas incentivam os alunos a estudarem mais e a se tornarem muito melhores utilizando esse potencial adormecido. Já tivemos diversos campeões por aqui, inclusive em olimpíadas internacionais! Mas temos a certeza de que, mesmo quando o aluno não consegue se classificar para as etapas finais, de alguma forma sai vencedor porque aprende mais sobre a matéria e percebe que na vida não há limites quando se quer ir mais longe.
Hoje eu comecei a prova às 13h (foto acima). E já passei o bastão para o prof. Ronaldo "Joule" Marin que vai finalizar o evento. Voltei para casa mais cedo para trabalhar em projetos de Física enquanto aguardo o eclipse lunar parcial logo mais no final da tarde que terá cobertura em rempo real aqui no blog.
UOL Olimpíadas 2008 O recordista jamaicano Usain Bolt, ouro nos 100m
O jamaicano Usain Bolt acaba de confirmar: 100 m em 9,69s. Ele bateu o próprio recorde conseguido em 01 de junho deste ano e ratifica, na prova mais nobre do atletismo, que é atual homem mais rápido do mundo.
A marca anterior era de 100m em 9,72s, o que corresponde a uma velocidade média de 10,29 m/s (ou 37,04 km/h). A velocidade média na prova de hoje, um pouco mais alta, foi de:
UOL Olimpíadas 2008 Cielo em comemoração explosiva após a conquista do ouro
Foi neste minuto. Veio, finalmente, a primeira medalha de ouro do Brasil nos Jogos Olímpicos de Pequim! O atleta é César Cielo que nadou os 50m livre.
Cielo já havia conquistado bronze nos 100m livre na última quarta-feira. E agora é ouro com o tempo de 21.30s, recorde olímpico da prova e apenas 2 centésimos de segundo abaixo da recorde mundial.
Confira abaixo a velocidade média do campeão:
Foram 2,35 m/s ou 2,35 x 3,6 = 8,46 km/h. Não é fácil vencer o atrito com a água. Mas Cielo venceu e deu show!
Com esta marca inédita para a natação brasileira Cielo bateu Gustavo Borges, nadador brasileiro que colecionava duas medalhas de prata conquistadas nos 100 m livre em Barcelona/1992 e nos 200 m livre em Atlanta/1996.
Parabéns César Cielo!
Um grande abraço. E Física na Veia!
prof. Dulcidio Braz Júnior (às 23h42)
Foto digital: Dulcidio Braz Jr Lua nascendo parcialmente eclipsada em 3 de março de 2007
Amanhã, sábado, 16 de agosto, tem eclipse lunar parcial logo no começo da noite. Para nós aqui no Brasil a Lua Cheia já vai nascer eclipsada e poderemos acompanhar o evento da metade em diante.
Um eclipse lunar acontece quando a Terra fica entre o Sol e a Lua. Iluminada pelo Sol, a Terra projeta no espaço um cone de penumbra (onde há um pouco de luz) e outro cone de umbra (região totalmente escura).
Quando a Lua penetra no cone de penumbra da Terra perde um pouco do seu brilho pois nesta região recebe menos luz solar. A Lua Cheia, antes bem brilhante, começa a perder o seu brilho e o eclipse está começando. Mas, na medida em que a Lua caminha para dentro do cone de umbra, o fenômeno vai se tornando mais evidente. O disco lunar começa a escurecer drasticamente e o eclipse caminha para o seu ponto máximo quando a Lua, totalmente mergulhada na umbra da Terra, deveria desaparecer. Mas aí ocorre um truque óptico muito interessante e que provoca um efeito peculiar (veja ilustração abaixo).
A luz solar que passa tangenciando a atmosfera terrestre, ao ser refratada pelas partículas do ar, sofre desvio e mergulha dentro do cone de umbra. E isso ocorre especialmente para as cores vermelho e alaranjado. Assim, no cone de umbra que deveria ser totalmente escuro, haverá uma tênue luz vermelho-alaranjada capaz de tingir nosso satélite natural de um tom vermelho tijolo bem típico dos eclipses lunares.
Pode acontecer da Lua passar apenas pelo cone de penumbra. Neste caso o eclipse é quase imperceptível. Mas, quando a Lua entra integralmente no cone de umbra da Terra, o eclipse é total e é o mais bonito de se ver, com todas as fases bem evidentes e observáveis. Também pode ocorrer da Lua mergulhar parcialmente no cone de umbra. Neste caso o eclipse é parcial e nem sempre o efeito de Lua cor de tijolo será bem observado. O eclipse de amanhã, como você pode ver na simulação interativa mais abaixo, será parcial. Cerca de 80% da Lua pssará dentro da região umbral. Vai sobrar uma beiradinha de Lua de 20% para fora da umbra. Não será o mais lindo eclipse lunar que você já viu. Mas será bem bacana de se ver.
:: Cronologia do Evento
É comum marcamos a evolução de um eclipse lunar através dos seguintes pontos:
P1 - [início do eclipse] a Lua toca externamente o cone de penumbra no qual está entrando
P2 - a Lua toca internamente o cone de penumbra no qual está entrando
U1 - a Lua toca externamente o cone de umbra no qual está entrando
U2 - a Lua toca internamente o cone de umbra no qual está entrando
M - meio do eclipse
U3 - a Lua toca internamente o cone de umbra do qual está saindo
U4 - a Lua toca externamente o cone de umbra do qual está saindo
P3 - a Lua toca internamente o cone de penumbra do qual está saindo
P4 - [fim do eclipse] a Lua toca externamente o cone de penumbra do qual está saindo
Veja alguns destes pontos no esquema abaixo que é genérico e corresponde a um eclipse lunar total (não representa com exatidão o eclipse de amanhã).
Para ter uma noção melhor do que vai acontecer no eclipse lunar de amanhã, confira abaixo uma simulação interativa em Flash que eu fiz mostrando os principais pontos do fenômeno. Os botões ">>" e "<<" permitem avançar ou retroceder a simulação frame a frame.
Observe que na simulação acima, para facilitar as coisas, fixei o referencial nos discos (cortes) dos cones de umbra e penumbra que aparecem parados (na prática eles se movem em relação à Lua). Desta forma vemos a Lua descer. Na prática, o que veremos ao vivo é o oposto. A Lua vai nascer e, na medida em que a Terra gira ao redor de si mesma, teremos a sensação de que a Lua vai subindo no céu, afastando-se gradativamente do horizonte.
Anote aí na sua agenda. Amanhã, ao cair da tarde (pouco depois das 18h), fique de olho no lado leste, onde a Lua vai nascer. Nesta hora o eclipse estará praticamente na metade (ponto M, entre U1 e U4). Mas ainda teremos cerca de 2h e 30min de observação garantida (se o céu estiver limpo!).
Boas observações por aí! Eu estarei por aqui, de plantão, cobrindo o evento e publicando fotos. Depois que você fizer as suas observações, apareça aqui no blog para deixar o seu comentário. Será um prazer compartilhar com você este momento astronômico raro!
::: EU VI JÚPITER 'FLERTANDO' COM A LUA OUTRA VEZ :::
Fotos digitais: Dulcidio Braz Jr (Sony DSC H1) Lua crescente hoje, com zoom óptico de 12X, por volta das 23h20min
Às quartas leciono para uma turma de formandos em Licenciatura em Física, futuros professores da matéria. Hoje, nas aulas de Física Moderna, falamos sobre o Efeito Fotoelétrico(1).
Ao final do expediente, ainda dentro do prédio, Leandro, meu aluno, que sabe que eu sou maluco por Astronomia, perguntou-me "Você viu a Lua hoje? Você sabe o que é aquele pontinho bem brilhante ao lado dela?". Na correira de hoje eu ainda não tinha tido tempo de olhar para o céu. Mas sabia que Júpiter estava dando show no céu por estes dias. Respondi ao Leandro, meio no chute, que deveria ser Júpiter.
Saquei o N95 do bolso e, rapidamente, simulei o céu local no software que roda no Symbian do Nokia. Chutei certo! Júpiter estava mesmo "coladinho" na Lua. Caminhamos mais um pouco e, já fora da faculdade, pudemos ver ao vivo a linda cena do flerte astronômico entre o nosso satélite e o gigante gasoso do Sistema Solar.
Ao chegar em casa, não resisti. Peguei minha DSC H1, o tripé, e desci para a garagem do condomínio ao lado da qual posso ver o céu noturno. E capturei os fótons com o CCD(2) da câmera. Einstein estava certo. E o Efeito Fotoelétrico, 103 anos depois, virou algo bem comum nas câmeras digitais que nada mais são do que verdadeiras arapucas eletrônicas nas quais podemos caçar os tais "pacotinhos de luz" que guardam informações visuais de belas cenas para sempre (ou enquanto durar o arquivo digital). Olha a foto logo aí abaixo. Não é mesmo um momento lindo? Ou estou exagerando?
Foto de longa exposição para que Júpiter pudesse aparecer
Vale ressaltar que a aproximação Lua-Júpiter é uma ilusão. A Lua está bem perto da Terra (pouco mais de 380 mil km). Júpiter está muito mais distante de nós (cerca de 650 milhões de km) e, portanto, bem longe da Lua. Mas, vistos daqui do planetinha azul, parecem juntinhos.
Aproveito também para lembrar que teremos um eclipse lunar neste próximo sábado. Logo no começo da noite, quando a Lua estará na fase cheia, ela vai nascer já eclipsada e, se o céu estiver limpo, poderemos acompanhar a segunda metade do fenômeno que é sempre bem bacana de se ver.
Eu estarei por aqui, fotografando e cobrindo o evento em tempo real. Até sexta-feira volto a postar passando mais detalhes do fenômeno astronômico para que você também possa fazer as suas próprias observações. Você vê ao vivo e depois vem comentar aqui. Combinado?
(1) Efeito Fotoelétrico: fenômeno brilhantemente explicado por Einstein em 1905 com base na idéia de quantum de Planck e que lhe rendeu o Nobel de Física em 1921. Trata-se da colisão de fótons , partículas de luz, com elétrons de uma placa metálica. Quando os fótons carregam energia E = hf (proporcional à freqüência) suficiente para arrancar alguns elétrons da placa metálica o fenômeno acontece. É este o princípio de funcionamento dos sensores das câmeras fotográficas digitais. (2) CCD (Charge-coupled Device) ou dispositivo de carga acoplada é uma matriz de sensores fotoelétricos dispostos em N linhas e M colunas. Cada sensor, ao ser atingido por um fóton, libera um elétron, que gera uma corrente elétrica que pode ser medida. Cada sensor dá origem a um pixel da imagem digital. A matriz terá um total N x M pixels, número que atualmente ultrapassa a casa do milhão, daí nos referirmos à resolução ds câmeras em mega pixels.
UOL Olimpíadas 2008 Efeito que simulava a gravidade do globo
A cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Pequim foi belíssima. Um show de tecnologia multimídia repleto de efeitos especiais.
Dois momentos chamaram-me a atenção:
1. As pessoas andando sobre o globo terrestre (imagem acima) que brotou ao centro do estádio. Um efeito mecânico até certo ponto simples se comparado ao incrível aparato multimídia, mas muitíssimo bem executado e, portanto, com resultado plástico sensacional. Usando cordas, os habitantes do planeta artificial andavam suspensos sobre o globo. Mas parecia que estavam grudados ao chão presos por uma força gravitacional puxando-os radialmente para o centro do planeta ali criado. Belíssimo!
UOL Olimpíadas 2008 O globo terrestre que brotou ao centro do estádio
2. No mesmo espírito anti-gravitacional, preso por cabos, o ex-ginasta olímpico chinês Li Ning, com a tocha na mão, deu a volta no estádio de forma inusitada. Ele praticamente correu no ar contra uma tela de projeção de 360 graus na qual se abria um pergaminho virtual. E alcançou um pavio gigante para acender a pira. Imagem forte, que parecia contrariar as leis da gravidade, e que marca a história da humanidade para sempre.
UOL Olimpíadas 2008 Li Ning correndo no ar para acender a pira olímpica
Para ver
Mais imagens da abertura dos Jogos Olímpicos de Pequim no do UOL Olimpíadas: galeria 1 e galeria 2
Veja trecho em vídeo (no Youtube) que mostra o globo terrestre criado ao centro do estádio. O vídeo tem só 1:47. Na parte final, a partir de 1:29, pode-se ver as pessoas andando no globo como se houvesse ali uma gravidade artificial.
Aconteceu hoje, entre 6h21min e 8h21min (horário de Brasília) um eclipse solar que, infelizmente, não foi possível observar daqui do Brasil. Ele foi total somente no nordeste do Canadá, na Groenlândia, na Rússia, na Mongólia, e no norte da China.
Um eclipse solar acontece quando a Lua se posiciona entre o Sol e a Terra. Como a Lua é opaca e extensa, ao ser iluminada pelo Sol, projeta sobre a Terra uma região cirular de penumbra (com pouca luz) no centro da qual há outra região bem menor, também circular, de umbra ou sombra (ausência de luz), como você pode ver na ilustração abaixo.
Como pode ser visto na figura abaixo, quem tiver a sorte de estar posicionado na região da superfície da Terra em que é projetado o pequeno disco de sombra da Lua (base do cone de sombra) verá um eclipse solar total, ou seja, com o disco lunar cobrindo todo o disco solar. Quem estiver na região do disco maior de penumbra (base do cone de penumbra) projetado sobre a superfície terrestre vai observar um eclipse parcial, situação na qual o disco lunar cobre apenas uma parte do disco solar.
Pessoas nas regiões do planeta sobre as quais não forem projetadas nem a sombra nem a penumbra lunar não observam o eclipse. É o que aconteceu conosco aqui no Brasil desta vez, infelizmente.
Note, na imagem logo abaixo, feita pela NASA e que simula a situação do eclipse solar de hoje, como a penumbra (disco maior cinza) e a umbra (disco menor e bem escuro) vão "lambendo" a superfície da Terra durante o fenômeno astronômico. Observe bem que o eclipse solar total é raríssimo porque somente os habitantes da Terra que forem aingidos pelo minúsculo disco escuro de sombra, aquela manchinha escura central, verão a totalidade.
Entendeu porque um eclipse solar total é um fenômeno raríssimo? Eu já vi (e até fotografei) alguns eclipses solares parciais ao longo da minha vida de pouco mais de quatro décadas. Mas eclipse solar total, infelizmente, nunca vi. A manchinha escura nunca passou por mim! Na verdade, em vez contar com a sorte e esperar que a manchinha de sombra passe pela gente, é mais lógico calcular por onde ela vai passar e viajar até lá. Mas também nunca consegui fazer isso. Fica para uma próxima vez.
Se você quiser, siga os links abaixo para ver fotos de coberturas de eclipses (solares e lunares) que já fiz aqui para o blog. Nestes mesmos links você encontrará mais informações sobre como acontecem os diferentes eclipses.
Para terminar, um fato notável é que eclipses solares e lunares acontecem sempre aos pares. Sempre que acontece um eclipse solar, num prazo de quinze dias aproximadamente teremos um lunar (e vice-versa). Quinze dias é mais ou menos o tempo que a Lua demora para dar meia volta na Terra. Assim, se no dia do eclipse solar a Lua esteve entre o Sol e a Terra, quinze dias depois ela estará do outro lado, ou seja, é a Terra quem ficará entre o Sol e a Lua, propiciando o eclipse lunar. Veja a figura abaixo que ilustra a idéia.
No próximo dia 16 de agosto, daqui 15 dias, teremos eclipse lunar. Vou simular o evento astronômico para ver ser valerá a pena tentarmos observações. Ele poderá ser visto no Brasil. Depois publico mais informações.
Para navegar
Confira mais informações (imagens, vídeos e textos) sobre o eclipse solar de hoje no site da NASA(material em inglês).
Veja fotos do eclipse na Galeria do UOL. A foto da totalidade onde aparece a silhueta de um homem e seu camelo, feita na China, é simplesmente maravilhosa.
O fantástico núcleo teatral ACP - Arte Ciência no Palco está novamente em cartaz na curta temporada de 1 a 31 agosto trazendo de volta ao palco três espetáculos do seu repertório:
1. E Agora Sr. Feynman? De Peter Parnell. Direção Sylvio Zilber. Com Oswaldo Mendes e Monika Plöger. Sextas-feiras: 01, 08, 15, 22 e excepcionalmente 27 (quarta-feira), sempre às 21 horas
2. After Darwin De Timberlake Wertenbaker. Direção Rachel Araújo. Com Carlos Palma, Oswaldo Mendes e Vera Kowalska. Sábados: 02, 09, 16, 23 e 30 às 21 horas
3. A Dança do Universo De Oswaldo Mendes. Direção Soledad Yunge. Com Adriana Dham, Carlos Palma, Edgar Bustamante, Edson Alves, Monika Plöger, Oswaldo Mendes e Selma Luchesi. Domingos: 03,10,17,24 e 31 sempre às 19 horas
Você pode conferir de perto estes espetáculos no Auditório PUC Consolação que fica na Rua Marquês de Paranaguá, 111, entre a Consolação e a Augusta, em São Paulo.
Os ingressos custam a bagatela de R$ 5,00 e R$ 10,00, valor desprezível frente à qualidade dos espetáculos do sempre genial ACP! Reservas podem ser feitas por e-mail (rosangeladesider@uol.com.br) ou pelos telefones (11) 5575-8368 ou (11) 9624-2222.
A jovem atleta russa Yelena Isinbayeva bateu hoje em Mônaco o recorde mundial no salto com vara com a incrível marca de 5,04m. Também era dela o recorde anterior de 5,03m de 11 de julho deste ano na Liga de Ouro em Roma.
O mais fantástico é que esta é a 23a quebra de recorde desta atleta! Confira abaixo um resumo das dez últimas conquistas da russa:
4,90 m - 30/07/04 em Londres (ING) 4,91 m - 24/08/04 em Atenas (GRE) 4,92 m - 03/09/04 em Bruxelas (BEL) 4,93 m - 05/07/05 em Bruxelas (BEL) 4,95 m - 16/07/05 em Madri (ESP) 4,96 m - 22/07/05 em Londres (ING) 5,00 m - 22/07/05 em Londres (ING) 5,01 m - 12/08/05 em Helsinque (FIN) 5,03 m - 11/07/08 em Roma (ITA) 5,04 m - 29/07/08 em Monte Carlo (MON)
Em 2005, quando Yelena atingiu a marca de 5,0 m no Super Grand Prix da IAAF - Federação Internacional de Atletismo,escrevi um post abordando a Física do salto com vara. Na primeira fase do último vestibular da Fuvest o salto com vara foi tema de uma das questões da prova de Física. A questão poderia ser resolvida nos mesmos moldes da análise que eu fiz no post.
Apesar de muito suspeito, acho a Física por trás dos esportes um grande barato! E você, concorda comigo?
Para navegar
Galeria de fotos da quebra da nova quebra de recorde (UOL Olimpíadas 2008)
Aerospaceguide.net Concepção artística da SpaceShip Two
O brasileiro Bernardo Hartogstem 53 anos e está na lista de espera para se tornar o primeiro turista espacial do Brasil já em 2009. Hartogs, que é empresário do ramo petrolífero, pagou a bagatela de R$ 350.000,00 para a empresa Virgin Galactic que apresentou hoje para o mundo a WK2 - WhiteKnightTwo, aeronave que vai levar a SpaceShip Two até cerca de 15 km de altitude de onde será lançada para o espaço. A Virgin Galactic promete já para o ano que vem o início dos vôos espaciais com a nova aeronave e diz já ter 250 passageiros na seleta lista.
A SpaceShip Two é uma evolução da pequena SpaceShip One que em 21 de junho de 2004 deixou a atmosfera terrestre e atingiu uma altitude de cerca de 100 km penetrando numa região já considerada espaço. A SpaceShip One tornou-se um marco histórico porque, além de ser uma aeronave civil, custou muito menos do que outros projetos das agências espaciais governamentais e, portanto, mostrou-se economicamente viável para vôos turísticos suborbitais que são vôos parabólicos, com o motor da nave desligado, até uma altitude média de cerca de 110 km de onde ser pode observar a curvatura do planeta Terra e experimentar por cerca de 5 minutos a imponderabilidade, situação vulgarmente chamada de "gravidade zero" mas que, na verdade, é apenas uma sensação de ausência de gravidade.
Se eu tivesse um boa grana sobrando, com certeza entraria para o book da SpaceShip Two. Mas não tenho. Não fui eu um dos dois ganhadores da Megasena acumulada sorteada no último sábado. Eu nem mesmo fiz uma aposta neste jogo no qual se você não jogar a sua probabilidade de ganhar é exatamente zero e, se jogar, tem probabilidade praticamente zero de ganhar, o que dá "quase" na mesma!
mundoestranho.com.br Capa da Mundo Estranho de julho
Como seriam as Olimpíadas na Lua? Você já pensou nas mudanças que existiriam nos diversos esportes olímpicos praticados no nosso satélite natural onde a gravidade superficial é seis vezes menor do que na Terra e não há atmosfera? Como ficariam os saltos e os lançamentos? E a natação? Daria para manter a água na piscina com pressão atmosférica nula?
Antes de mais nada, para manter acesa a chama olímpica, símbolo vivo dos jogos, tanto a tocha quanto a pira olímpica deveriam ficar confinadas numa redoma com atmosfera artificial pois, como você bem sabe, o combustível do fogo é o oxigênio. Mas a coisa não pára por aí! Para saber mais você pode conferir a matéria "Como seriam os Jogos Olímpicos na Lua" publicada na edição de julho da revista Mundo Estranhoda editora Abril. A convite do repórter Tiago Jokura, fui consultor desta matéria que envolve muita Física e tudo bem no espírito do Física na Veia!.
mundoestranho.com.br A matéria de página dupla, rica em ilustrações bem bacanas
Um grande abraço. E Física na Veia!
prof. Dulcidio Braz Júnior (às 21h50)